12 Dezembro, 2014

Fatores de sucesso na elaboração de candidaturas aos Fundos Comunitários

A angariação de financiamento proveniente dos fundos comunitários encerra um conjunto de aspetos críticos ao sucesso de implementação dos projetos de investimentos. A seguir, são elencados dois desses aspetos, essenciais e correlacionados, no sentido de consciencializar os investidores sobre melhor enquadramento para a preparação e execução das suas candidaturas, em particular, nesta fase de arranque do novo ciclo de programação – Portugal 2020:

  1. Visão de adaptação dinâmica do projeto, mantendo o foco nos resultados:

No contexto da necessidade de incorporar uma visão estratégica no projeto, pretende-se que a mesma seja formulada atendendo a uma perspetiva de médio e longo prazo, considerando uma relação prospetiva das mutações inevitáveis do ambiente interno e externo à realidade da empresa, que irão ocorrer no decurso da sua implementação. Além de antecipar a adaptação às tendências de mercado, a execução do projeto deve contemplar mecanismos de readaptação aos imponderáveis de alteração aos pressupostos de investimento, mas mantendo sempre o foco nos resultados previamente estabelecidos. As melhores estratégias não as que são rigidamente implementadas, mas as que são continuamente readaptadas, mantendo o foco no alcance dos resultados estabelecidos.

  1. Projeções económicas realistas e ponderadas:

Se os custos de exploração do projeto são facilmente estimados, já os proveitos, em particular, os referidos ao volume de vendas, são dotados de uma maior subjetividade. Para o efeito, o investimento deve considerar um estudo sobre o potencial de procura que a implementação do projeto pode gerar no mercado. A projeção do volume de negócios é frequentemente usada como indicador de compromisso do investidor com os resultados do projeto, pelo que para que esse compromisso possa ser cumprido a sua formulação deve ser tão fundamentada e aprofundada quanto possível.

 

O Portugal 2020, ao contrário do quadro comunitário anterior (QREN), considera o financiamento em função dos resultados do projeto e não sobre a capacidade de execução do investimento. Esta orientação atende ao princípio consensual de que os resultados são a variável mais objetiva e consequente do sucesso do projeto, na consideração simultânea de que o ambiente de mercado é cada vez mais mutável e imprevisível, para que a capacidade de flexibilização da execução do investimento possa estar limitada. Neste contexto premeiam-se os resultados, num contexto de liberdade do investidor para delinear e adaptar a estratégia e plano de execução do investimento de acordo com a envolvente, interna e externa, á empresa.

 

Os aspetos anteriormente mencionados são extraídos da experiência da equipa de consultores da SCOPE INVEST. Se pretender obter, não apenas financiamento, mas também assegurar o sucesso da implementação do seu projeto de investimento, fale connosco!

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