9 Maio, 2018

Os Fundos Comunitários como um caminho para a Indústria 4.0

A globalização tem conduzido a uma maior pressão sobre as empresas para se manterem na vanguarda dos seus setores. Esta pressão deriva em grande parte do ritmo acelerado de inovação a que as economias estão expostas atualmente o que conduz a ciclos de produto cada vez mais curtos. Adicionalmente, fruto do acesso massificado à internet, os consumidores tornam-se mais exigentes e ávidos de novos produtos.

Para acompanharem a economia mundial a Inovação e Modernização têm, naturalmente, que fazer parte da estratégia das empresas.

Atualmente, falar de Inovação e Modernização é falar de Indústria 4.0. A transição das empresas para a Indústria 4.0 está já em curso em todo o mundo e é algo que não pode ser travado. Como tal, as empresas têm necessariamente que incorporar esta transição se quiserem estar na linha da frente dos seus setores sendo capazes de competir com os players internacionais. De outra forma serão apenas arrastadas e tomarão o lugar de meros seguidores.

A Indústria 4.0, impõe às empresas o desafio da digitalização. Contudo, não se trata apenas da introdução de IoT (Internet of Things) nas organizações. Trata-se sim, da transição para modelos de negócio inovadores que gerem vantagens competitivas significativas e sustentáveis para as empresas fomentando o crescimento sustentado da sua atividade no mercado global.

O desafio de transição para a Indústria 4.0 não se coloca apenas às empresas do setor industrial, mas a todos os setores económicos devendo ser capaz de chegar a empresas com atividades tão distintas como o Turismo, a Agricultura, a Moda, o Retalho, entre outros, de forma a cobrir toda a cadeia de valor do produto.

Podem identificar-se dois principais pilares do processo de transição para Indústria 4.0. O investimento nos equipamentos e infraestruturas que permitem a evolução para uma empresa inteligente e o investimento em Capital Humano capacitado para absorver a sofisticação tecnológica que a Indústria 4.0 impõe.

O investimento em equipamentos e infraestruturas varia necessariamente de acordo com a atividade da empresa já que uma empresa de serviços terá naturalmente necessidades diferentes de uma empresa industrial. Existem, contudo pontos comuns aos vários setores. A título de exemplo pode referir-se a Economia Digital que engloba investimentos ao nível de cloud computing e cyber security; Advanced analytics e Inteligência Artificial; User-Centered Design; WCM – World Class Manufacturing e CRM – Web Content & Customer Relationship Management; E-Commerce e E-Marketplaces; Search Engine Optimization (SEO) e Search Engine Advertising (SEA); Web Analytics.

No caso das indústrias o maior desafio impõe-se naturalmente à sua área produtiva sendo para essa que será, pelo menos numa primeira fase, canalizado o maior volume de investimento, com vista à criação de processos produtivos inteligentes, incluindo investimentos em Produção aditiva, Máquinas inteligentes, Materiais avançados, Operações modulares, Robôs autónomos, MES – Manufacturing execution systems.

O investimento em Capital Humano pode requerer a contratação de novos recursos humanos com competências específicas nas áreas pretendidas ou a adequada formação dos recursos já existentes para que sejam capazes de executar as novas tarefas que a digitalização das empresas impõe.

Consciente do desafio que a Indústria 4.0 representa para as empresas portuguesas, para que sejam capazes de manter o ritmo de exportações alcançado nos últimos anos, através da manutenção e expansão da sua competitividade nos mercados externos, a  Estratégia para a Indústria 4.0 prevê a mobilização de mais de dois mil milhões de euros de incentivos dos FEEI – Fundos Europeus Estruturais e de Investimento, concretizados através do Portugal 2020, com vista à efetivação da transição do tecido empresarial português para a Indústria 4.0.

Se a sua empresa pretende efetivar a transição para a Indústria 4.0 adotando tecnologias inerentes a este conceito fale connosco para saber os apoios disponibilizados pelo Portugal 2020 que se adaptam à sua realidade.

Artigo escrito por: 

Patrícia-Mendes


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